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mai 19 2018

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10 dicas para amenizar os efeitos da alta do dólar

Em apenas um mês, a cotação do dólar saltou de R$ 3,37 para R$ 3,77, valorização de 11,8%. Para quem vai viajar para outro país, é sinal de alerta: preços de passagens, hotéis e passeios ficam automaticamente mais caros. Conforme o portal de pesquisa Skyscanner, passagens de ida e volta de Porto Alegre para Miami, Estados Unidos, para o início de junho, saltaram de R$ 3.976 para R$ 4.445 — o valor em dólar se manteve em US$ 1.180. Um pacote de uma semana para a Alemanha, com passagem aérea e hotel incluídos, passou de R$ 4.982 para R$ 5.649 neste curto intervalo, conforme o portal Hotel Urbano.

São efeitos que se somam, evidentemente, ao maior custo para compra de dólares para levar no passeio. Em Porto Alegre, a moeda é encontrada a partir de R$ 3,94 nas casas de câmbio, na cotação turismo (que vale para quem compra dinheiro em espécie, abastece cartão de débito ou gasta no cartão de crédito no Exterior).

— Quem estava se preparando para fechar contrato tem esperado um pouco mais. O medo é acertar negócio com o dólar na cotação mais elevada — afirma Danilo Kehl Martins, conselheiro da Associação Brasileira de Agências de Viagem no Estado (ABAV-RS) e presidente do Sindicato das Empresas de Turismo no Rio Grande do Sul (Sindetur-RS).

Este é um movimento recorrente no turismo quando o dólar ou o euro saltam de valor, explica Martins. Nestas situações, quem estava com o orçamento apertado e dependia de promoção desiste ou escolhe um destino mais barato: no lugar das sonhadas férias na Europa ou nos Estados Unidos, voam para Caribe e destinos na América do Sul, prazerosas mas mais em conta.

— A espera para decidir sobre a viagem também traz riscos: o valor pode cair no futuro, mas também subir, e quanto mais perto da data de embarque, menores as chances de encontrar promoções — afirma Martins.

Alguns economistas projetam que  a cotação da moeda chegue a R$ 4 nos próximos dias. Mas há formas de amenizar, pelo menos, parte da escalada do dólar no planejamento da viagem. Educadores financeiros sugerem comprar a moeda em várias etapas, um pouco a cada mês ou semana, por exemplo. É uma maneira de evitar adquirir todo valor quando estiver na cotação mais alta e aproveitar, também, sua cotação na baixa, mantendo um gasto médio. Também é recomendável manter distância dos cartões de débito (travel money), pois, apesar de práticos, pagam imposto mais alto do que a moeda em espécie.

— Se estas medidas não forem suficientes, durante a viagem, o turista pode procurar gastar menos, comprando, por exemplo, comida em supermercado em vez de ir a restaurantes e andar de transporte público em vez de táxi — sugere a educadora financeira Camila Bavaresco.

Dez dicas para gastar menos com sua viagem ao Exterior

1 –  Evite comprar moeda em cartões de travel money, pois o imposto é mais caro nesta modalidade do que na compra de dinheiro vivo (o Imposto sobre Operações Financeiras, IOF, é de 6,38% no cartão de viagem, e de 1,1% na moeda em espécie).

2 – No cartão de crédito, o IOF também chega a 6,38% para compras no Exterior, por isso, a recomendação é evitá-lo durante a viagem. Há, ainda, o agravante de a cotação ser definida apenas no fechamento da fatura. Ou seja: há risco de ter de pagar uma cotação ainda mais alta se o dólar continuar subindo.

3 – Pesquise bem nas casas de câmbio, pois a cotação pode variar bastante de um local para outro. Também se informe quanto às condições de compra, que podem indicar o custo-benefício do negócio, por exemplo, se há cédulas de valor mais baixo ou se a casa de câmbio aceita pagamento por cartão de débito.

4 – Evite comprar toda moeda que precisa no mesmo dia, para escapar do risco de negociar o valor no momento de maior alta. Uma maneira de aproveitar o preço médio é fazer compras periódicas, um pouco a cada semana. Assim, aproveita-se também os momentos de baixa.

5 – Recorra à internet: alguns sites podem ajudar a comparar preços de dólar em sua cidade. Um dos mais conhecidos é este aqui, que apresenta a lista de cotações e abre espaço para que o cliente faça “lances” e seja contatado pelas casas de câmbio que os aceitem.

6 – Se for viajar em grupo, compre volumes mais altos de moeda nos mesmos locais, para barganhar preço. Se for o caso, una-se com familiares e amigos para comprarem juntos.

7 – Comece a acompanhar cotações com antecedência mínima de três meses, assim você vai se inteirando e saberá quando é o melhor momento de fechar o negócio nos pacotes ou na compra de passagens.

8 – Outra forma de economizar é rever o orçamento para a viagem e avaliar o que pode ser cortado. Um passeio a menos, um quarto mais simples ou um dia a menos no destino pode baratear as férias.

9 – Se ainda está planejando a viagem, avalie opções um pouco mais em conta ou que não dependam diretamente da cotação do dólar. Os cruzeiros ou destinos internos no Brasil passam a salvo pela alta na moeda americana.

10 – Se já confirmou o pacote, mas o dólar subiu mais do que você esperava, procure a agência e tente renegociar a data de embarque, adiando até que a cotação caia. Quanto antes fizer este movimento, maiores as chances de conseguir a mudança sem pagar multas.

Fontes: Educadora financeira Camila Bavaresco e Danilo Kehl Martins, conselheiro da Associação Brasileira de Agências de Viagem no Estado (ABAV-RS) – Zero Hora

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