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jan 01 2018

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Aborto de bebês com síndrome de Down é proibido em Ohio

Antes de iniciar a narrativa, o Blog Saber Melhor deixa bem claro que, segundo a nossa concepção, o diagnóstico da síndrome de Down não é motivo para abortar. Aliás, não vemos nenhum motivo suficiente forte para justificar o aborto. Somos, radicalmente, contra tal prática. Para as mães que acabaram que ter o diagnóstico de que o filho (a) terá síndrome de Down ou qualquer outra deficiência, deixamos o forte desejo de que leve à gestação até o final e que se deixe surpreender pelas possibilidades que a vida pode apresentar.

Sempre que o diagnóstico da síndrome de Down ou de alguma deficiência surge, o assunto aborto, aparece como um fantasma na sala. Inúmeras famílias fazem tal opção e em alguns países são incentivadas pelo Governo, na maioria das vezes, preocupados com os custos e impactos no sistema de saúde e previdenciário. O aborto nunca é oferecido levando em conta o bem-estar familiar ou psicológico da mãe, que jamais é preservado no aborto. O interesse oculto na discussão é sempre econômico.

A Dinamarca e a Islândia são exemplos de países que têm adotado políticas públicas de promoção do aborto objetivando eliminar a síndrome de Down entre os seus nacionais. Estes países, como equivocadamente noticiam alguns, não obrigam o aborto. Não forçam, ao menos diretamente, que as mulheres matem as crianças com síndrome de Down no ventre materno. Todavia, fazem uma forte pressão psicológica de encorajamento do aborto. A maioria das mulheres sucumbe a pressão psicológica e se submetem ao aborto. O resultado é que são pouquíssimas as crianças com síndrome de Down nestes países e, como consequência,  o atendimento de tais crianças vem se tornando precário, pois é quase impossível encontrar profissionais especializados em síndrome de Down. Esse fato acaba “empurrando” outras mulheres ao aborto. A motivação é sempre a de reduzir os custos com o sistema de saúde e previdenciário. Não difere, em seus aspectos essenciais, de práticas do passado que buscavam uma raça pura e que tanto sofrimento trouxeram ao mundo.

Nos Estados Unidos o debate acerca do aborto de bebês com síndrome de Down também se faz presente, mas, por suas características políticas, não existe uma política uniforme em todo o país. A questão é debatida de forma acentuada nos estados da federação, que possuem mais autonomia do que os estados federados no Brasil.

De uma forma geral e, um tanto quanto simplista, identifica-se os estados americanos prós e contra o aborto segundo os seus investimentos. Os Estados americanos que investem mais recursos no diagnóstico pré-natal incentivam o aborto. Os estados americanos que não incentivam o aborto investem mais recursos em educação especializada e em tratamentos que melhores as condições de vida das pessoas com síndrome de Down.

Ohio é um dos estados americanos que investem seus recursos prioritariamente na melhora das condições de vida das pessoas com síndrome de Down. O atendimento das pessoas com síndrome de Down é feito de forma bem completa até que atinjam 22 anos de idade. O estado, tradicionalmente governado pelo Partido Republicano, vem promovendo políticas bem-sucedidas de inclusão.

John Kasich Governador de Ohio

John Kasich
Governador de Ohio

A última medida adotada pelo Governador de Ohio, John Kasich foi a de banir o aborto por diagnóstico fetal de síndrome de Down. A lei deve entrar em vigor em 90 dias após a assinatura e coincidir com o dia internacional da síndrome de Down, celebrado em 21 de março.

A legislação vai penalizar os médicos que realizarem o aborto com 18 meses de prisão, multa de cinco mil dólares e perda da licença médica. O lema adotado pelo governo de Ohio é de que todo cidadão merece o direito à vida, independente do número de cromossomos que eles tenham.

A medida, muito bem-vinda aos olhos do Blog Saber Melhor, deve ser alvo de uma batalha jurídica. Os grupos defensores do aborto pretendem que a lei seja declarada inconstitucional, como aconteceu com uma lei similar em Indiana, outro estado americano considerado “Pro-life”, ou, em português, Pró-Vida.

O aborto por causa do diagnóstico da síndrome de Down é incompreensível, especialmente quando se tem em mente os avanços da medicina e da terapia, que proporcionam cada vez melhores condições de desenvolvimento das pessoas com a trissomia genética do cromossomo 21.

Em uma pesquisa publicada em outubro de 2013, no prestigiado American Journal of Medical Genetics, chegou-se ao impressionante resultado de 99% das pessoas com síndrome de Down são felizes. 97% dos pais de pessoas com síndrome de Down se orgulham de seus filhos. 79% das famílias em que há uma pessoa com síndrome de Down dizem enxergar a vida de forma mais positiva por causa dessa pessoa. 88% dos irmãos mais velhos disseram que o convívio com o irmão com síndrome de Down os transformaram em pessoas melhores. 94% dos irmãos entrevistados disseram sentir orgulho dos irmãos com síndrome de Down. Confira AQUI.

Ainda que os números não fossem extremamente positivos, não haveria justificativa para a tendência que se vê em alguns países de promoção ao aborto das pessoas com síndrome de Down.

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