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jan 02 2018

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Cultura de morte: o mundo faz vistas grossas para o genocídio de bebês com síndrome de Down na Dinamarca e na Islândia

Os governos da Dinamarca e da Islândia negam com veemência que queiram erradicar as pessoas com síndrome de Down e negam que estejam sendo fomentadas práticas de eugenia. Todavia, as estatísticas desmentem os anúncios dos governos destes 02 países. E o mundo faz vistas grossas ao genocídio, que tem sido incentivando de forma contundente em outros países, especialmente no continente europeu.

Em 2016, apenas 04 bebês com síndrome de Down nasceram após o diagnóstico realizado na fase pré-natal. Apesar das evidências em sentido contrário, o governo dinamarquês insiste em negar que estejam promovendo a erradicação das pessoas com síndrome de Down. Os abortos são permitidos por qualquer motivo até 12 semanas de gestação na Dinamarca. Após as 12 semanas, se houver a suspeita de síndrome de Down, o aborto também pode ser feito sem qualquer dificuldade.

Na Islândia, estatísticas oficiais indicam que 100% dos bebês diagnosticados com síndrome de Down em exames genéticos durante o pré-natal foram mortos, abortados. Os grupos pró-aborto defendem que a conduta não se assemelha a figura do homicídio e nem de uma prática eugenista, mas não conseguem explicar a diferença. A defensora islandesa do aborto Helga Sol Olafsdottir nega a prática eugenista, afirmando que “apenas estão prevenindo o sofrimento da criança e de seus familiares”. A afirmação contrasta com as pesquisas que demonstram que as pessoas com síndrome de Down e seus familiares são felizes.

A razão para a prática eugenista, por mais que seja negada pelos grupos abortistas, é apenas econômica. Querem evitar gastos no sistema de saúde e previdenciário.

Como os testes genéticos apresentam percentual de acerto de 85%, estima-se ainda que os abortos estejam atingindo um número significativo de bebês sem síndrome de Down. Também é provável que muitos abortos, após 12 semanas, estejam sendo feitos com falsa afirmações da trissomia do cromossomo 21.

Importante ainda destacar que a Dinamarca e a Islândia não estão erradicando a síndrome de Down, pois não há cura ou forma de prevenir a alteração genética. A política desenvolvida nestes países é de simplesmente matar, abortar qualquer criança no ventre materno sob a qual paire a menor suspeita de síndrome de Down. Em tais países, a síndrome de Down foi tornada um crime com pena capital.

Outros países, como a Inglaterra, também apresentam estatísticas assustadoras acerca da prática de abortar bebês com síndrome de Down. Estima-se que 92% dos diagnósticos de possibilidade de síndrome de Down terminem com o assassinato dos bebês.

A Europa, de uma forma geral, tem adotado praticas muito similares às que empregadas pela Alemanha nazista. A comparação não é absurda. A diferença é que hoje os campos de concentração e extermínio foram pulverizados e transformados em consultórios e clínicas de aborto. O genocídio não é voltado contra uma etnia, contra um povo em específico, mas contra qualquer um que apresente a possibilidade de nascer com alguma alteração genética.

O aborto eugênico de bebês com síndrome de Down e outras deficiências deve ser colocado ao lado dos inaceitáveis massacres com armas químicas na Síria, no drama dos refugiados em guerras civis ao redor do globo, das vítimas de terrorismo e da violência urbana que atinge países como o Brasil. A degradação humana precisa ser interrompida em todos os seus aspectos e em suas mais variadas facetas.

Em tal contexto, independentemente de religião, impossível não lembrar da homilia do Papa Francisco, no final de 2017, quando de forma incisiva condenou “as guerras, injustiças, degradação social e ambiental e outros maus artificias”, produzidos pelo homem e que marcam negativamente a atual geração humana. Disse o Papa:

As Guerras são o sinal flagrante desse orgulho repetido e absurdo, mas também o são todas as pequenas e grandes ofensas contra a vida, a verdade e a fraternidade, que causam múltiplas formas de degradação humana, social e ambiental.

Todas as pessoas merecem respeito ao direito à vida, independentemente de quantos cromossomos tenham, de quão normais pareçam aos olhos da sociedade. O respeito à dignidade humana é essencial e quanto mais frágil for o indivíduo, maior deve ser o respeito.

Link permanente para este artigo: http://sabermelhor.com.br/cultura-de-morte-o-mundo-faz-vistas-grossas-para-o-genocidio-de-bebes-com-sindrome-de-down-na-dinamarca-e-na-islandia/

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