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out 18 2015

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Os pais de uma criança com síndrome de Down não devem ter medo de buscar ajuda profissional

APOIO FAMILIAR, DO GRUPO SOCIAL E PSICOLÓGICO AOS PAIS DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN.

A gravidez costuma ser um momento de alegria para os
 pais, que, em um movimento psicológico natural, começam a projetar, 
a imaginar como será a vida do bebê. É comum que os pais, indagados
quanto ao sexo da criança, digam que pouco importa, desde que venha 
com saúde. Acontece, entretanto, que nem sempre os sonhos e 
projeções se realizam. Muitas crianças nascem com graves problemas 
de saúde ou fora dos padrões sonhados pelos pais. Nem por isso deixam de merecer ser amadas e aceitadas.

 A notícia de que um filho não é tão 
perfeito como sonhado gera uma choque muito grande. O impacto da
 notícia pode suscitar sentimentos como negação, angústia, 
desespero, medo e raiva. Tais sentimentos não podem ser
desprezados, precisam ser reconhecidos e tratados, o mais rápido 
possível.

A família
 e toda a rede de relacionamento pessoal assumirá papel de relevo
 para que os pais possam sair do “luto à luta”. A palavra correta é 
luto (ainda que simbólico), porque aquele filho imaginado e 
idealizado se tornará um tanto quanto distante. Diante do 
nascimento de um filho com alguma dificuldade será preciso um 
ajuste nas expectativas e na projeção de possibilidades. Os
 sentimentos negativos devem ceder espaço ao desejo e a vontade de 
lutar pelo desenvolvimento da criança. O filho sonhado deve ceder
 espaço ao filho muito amado.

Mas, nem sempre, o apoio familiar e dos amigos será 
suficiente e os pais precisarão buscar ajuda profissional para
seguir em frente. Superar o luto simbólico fará toda diferença no 
desenvolvimento da criança com síndrome de Down.

A ajuda profissional, em muitos
 casos, será essencial para entender os sentimentos que irão aflorar 
e para permitir um melhor enfrentamento sobre a síndrome, sobre os 
tabus e preconceitos que circundam a síndrome de Down. O
 enfrentamento dos próprios preconceitos e frustrações será
 importante para que as perspectivas mudem e que a criança deixe de
 ser vista como alguém com limitações para ser encarada como alguém 
com potencialidades a serem exploradas, descobertas e
 desenvolvidas.

Enfim, é importante que os sentimentos que
 naturalmente irão aflorar diante da notícia da síndrome de Down
sejam adequadamente enfrentados, para que aja preservação do núcleo 
familiar e que se crie ambiente propício ao desenvolvimento da 
criança.

Procurar ajuda profissional não é vergonha, não significa que não se ame o filho especial. Procurar ajuda profissional é apenas reconhecer as nossas próprias limitações.

Sugerimos a leitura do texto UMA VIAGEM À HOLANDA.

Link permanente para este artigo: http://sabermelhor.com.br/os-pais-de-uma-crianca-com-sindrome-de-down-nao-devem-ter-medo-de-buscar-ajuda-profissional/

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