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ago 12 2018

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Pais dizem que aluna com Síndrome de Down não foi chamada para dança em escola após esperar por 3 horas em SC

Familiares disseram que menina estava ansiosa para participar do evento. Caso ocorreu em Bombinhas.

Adolescente com síndrome de down é excluída de quadrilha de colégio em Tijucas

Uma menina de 13 anos, com Síndrome de Down, esperou cerca de 3 horas para participar de uma dança na festa junina da escola pública onde estuda em Bombinhas, no Litoral Norte, e foi ‘esquecida’ pelos colegas e professores, afirmam os pais. Nas redes sociais, os familiares compartilharam imagens da menina sozinha em um canto do colégio.

O caso foi na Escola Edith Willecke. A Secretaria Municipal de Educação disse que estudante participa das atividades e que, no caso da festa, ela deveria ter sido levada pela família, como todos os outros alunos, para o local de concentração da dança.

A jovem, que não sabe falar, estuda há oito anos no mesmo colégio. Conforme os pais, há dois meses ela aguardava para participar da festa.

“Todo dia ela queria ir na festa. Porque ela ia se apresentar, a gente comprou um vestidinho de prenda. Três semanas antes a ansiedade era tanta que nós marcamos a data em um calendário. Todo dia ela ia lá e conferia se estava chegando”, disse o pai.

A mãe da menina diz que no dia da festa eles chegaram às 5h45 no colégio. A menina ficou aguardando até as 8h45 para participar da festa.

“Ela estava toda vestidinha e ensaiando sozinha. Depois de um tempo, até sentou em uma pedra fria. Não dá pra dizer que não viram ela. Ela ficou boa parte do tempo na frente do palco, as professoras, diretora, todas passavam na frente”, disse a mãe.

“A gente não sabia o que fazer. Daí foi terminando, ela já tava balançando a cabeça, cada vez mais triste. Daí falaram no microfone que era a última apresentação, daí a gente achou que seria ela, que ia valer a pena, mas não foi”, conta o pai.

Os pais afirmam que buscaram a diretora e vice-diretora do colégio e foram informados que ela tinha expressado em sala que não queria participar, mas que ela poderia entrar em qualquer grupo para dançar. Os pais contam que não foram informados.

“Daí colocaram um balé pra compensar e ela dançou. Mas a gente não entendeu nada”, disse o pai. Ele ainda conta que, em casa, a menina segurava o braço dele e o ensinava a dançar quadrilha.

Pais buscam outra escola

Os pais estão procurando uma nova escola para a menina. Eles dizem ser hostilizados pela comunidade depois de terem reclamado da festa no colégio. “Ficamos com medo. Se eles fazem isso com ela na apresentação, na frente de tanta gente, imagina o que fazem no dia a dia?”, completa a mãe.

Segundo eles, a garota chegou a frequentar uma Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), mas por ser em outro município, começou a ficar inviável.

“A Apae ficava em Porto Belo. Ela saia às 6h30 da manhã, chegava aqui meio-dia, e ficava difícil ir até a escola depois disso. Não dava tempo nem de almoçar”, disse a mãe.

A garota está desde o 1º ano do ensino fundamental na mesma escola municipal. Segundo a mãe, ela antes sabia ler e escrever, mas desde o ano passado, não está demonstrando mais interesse.

Por nota, a Secretaria de Educação disse que a estudante mostra a cada dia que “pode render muito bem em suas atividades” e que como a família dela não se posicionou no dia da festa, ao final da apresentação da turma a adolescente foi incentivada a fazer uma apresentação de balé, “o que sempre faz com muita delicadeza e graça, e como é de conhecimento de todos, a deixa muito feliz”.

Disse também que a escola tem um “sistema de inclusão modelo” e atende 10 crianças e jovens da Educação Especial. E que a aluna em questão é tratada “de maneira respeitosa, cuidadosa e inclusiva”.

Fonte: G1 SC

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