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Bolsonaro enterra o Brasil em cova rasa

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Por Saber
|25 de abril de 2020|

O país está incendiado. A disputa política e os interesses subalternos atingiram níveis sem precedentes. E você, cidadão, vai “pagar o pato”. O Presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Sérgio Moro protagonizaram um dos episódios mais deprimentes da República Federativa do Brasil. O ex-Ministro e ex-Juiz acusou o Presidente da República de tentar interferir nos trabalhos de investigação policial. Apresentou mensagem de aplicativo de mensagens em que Bolsonaro diz que a existência de investigação envolvendo aliados é motivo para a troca do Diretor Geral da Polícia Federal.

Sérgio Moro, para parcela significativa da população, simboliza o combate à corrupção. Suas decisões, enquanto Juiz Federal, já trouxeram de volta aos cofres públicos toneladas de recursos públicos que haviam sido roubados por agentes públicos. Ao sair do Governo, atacando o Presidente da República, deixa a impressão em taludo segmento da sociedade, de que Bolsonaro, no mínimo, é tolerante com a corrupção.

O momento é o pior possível. O Brasil enfrenta uma crise sanitária sem precedentes. Já temos quase quatro mil mortos por Coronavírus e o número cresce exponencialmente. Recursos públicos gigantescos estão sendo mobilizados no combate a pandemia. A história de corrupção no Brasil permite inferir que parte destes recursos estão indo para bolsos de corruptos.

A corrupção em obras e investimentos públicos, tradicionalmente, é ligada aos parlamentares do denominado “CENTRÃO”, a parte mais fisiológica da política brasileira. É justamente esse grupo que se aproxima do cada vez mais isolado Presidente da República. É o grupelho que mais clama por intervenções na Polícia Federal e pela queda de Sérgio Moro.

Bolsonaro dá um “cavalo de pau” em direção ao que de pior existe na política brasileira. Para muitos está apenas voltando às origens. A nação viu uma Deputada Federal, eleita com a bandeira da moralidade, sugerindo ao então Ministro da Justiça, Sérgio Moro, que aceitasse a intervenção nos trabalhos da Polícia Federal em troca de uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Imoralidade política. Os fins políticos, o poder, para essa gente, justifica os meios.

Covid-19

Enquanto o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, deu vida a mais uma crise política, a pandemia avança. O Brasil já conta com quase 4.000 mortes. As vidas perdidas são vilipendiadas pelo Presidente da República, que só pensa na cada vez mais improvável reeleição.

Conforme relata o portal Metrópoles, o Presidente parece se divertir em arranjar confusão no Twitter. Agora se esforça para desconstruir a imagem de Sérgio Moro, que, repito, para muitos é o símbolo do combate a corrupção no Brasil. Pego mentindo, Bolsonaro parece muito mais preocupado com a sua sobrevivência política do que com a saúde financeira do País e com os mortos que se avolumam.

Em Manaus, capital do Amazonas, em 02 semanas, 1249 pessoas morreram. É o equivalente a 113 times de futebol. É muita gente. O Presidente da República não se dignou a visitar a cidade, não anunciou nenhuma espécie de ajuda. Sequer manifestou condolências aos familiares das vítimas. Prefere passear em padarias, participar de manifestações contra a democracia e brincar no Twitter.

Não é exagero dizer, Jair Messias Bolsonaro, os 03 filhos, os generais que o cercam e bajulam, Carla Zambelli, Onix Lorenzoni, Braga Neto, Paulo Guedes e demais políticos estão enterrando o Brasil em cova rasa.

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