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Canalhas destruíram o SUS e estamos pagando um alto preço por termos tolerado tanto roubo

Covid-19
Por Saber
|21 de abril de 2020|

Após a crise sanitária provocada pelo novo Coronavírus os sistemas mundiais de saúde devem ser discutidos. Alguns países tratam o direito à saúde como privilégio. O acesso a saúde é tratado como negócio privado e acessível apenas a quem pode pagar. Outras nações encaram a saúde como direito de todos. O Brasil, na Constituição Federal, diz que a saúde é direito de todos. Na prática, no entanto, as coisas não se desenvolvem como estabelecido na Lei Maior.

Os Estados Unidos da América encaram a saúde como privilégio de quem pode pagar. A nação mais rica do planeta não garante o acesso à saúde a quem não pode pagar. Uma ida ao hospital pode se transformar em uma dívida impagável. A maioria da população não possui cobertura por planos de saúde, ou a possui de forma insuficiente.

O Brasil garante, normativamente, acesso à saúde a toda população, através do Sistema Único de Saúde, nosso SUS. A saúde privada possui caráter suplementar, segundo o desenho traçado pela Constituição Federal.

Na prática, no entanto, as coisas não funcionam como deveriam.

Ao longo dos anos, das últimas décadas, o SUS foi intensamente sucateado. A estrutura física dos hospitais públicos está envelhecida. Os investimentos em tecnologia foram insuficientes. O Sistema Único de Saúdepadece do mal da escassez de investimentos. Ainda pior, os insuficientes recursos ainda são divididos com calhordas, corruptos que se locupletam às custas do sofrimento e da vida da população.

O quadro atual precisa mudar.

A saúde privada, suplementar, é incapaz de lidar com crises sanitárias de maior proporção. A pandemia provocada pelo COVID-19 demonstra que crises sanitárias podem assumir proporções de guerra. Não é exagero dizer que o mundo enfrenta a terceira guerra mundial contra um inimigo invisível.

Pandemias como a enfrentada em 2020 podem se tornar algo comum no futuro. Apenas um sistema com grande funcionalidade e capilaridade pode fazer frente aos desafios que o futuro nos reserva.

Bater palmas a partir de janelas, como forma de homenagear os profissionais de saúde, é insuficiente. Precisamos muito mais do que isso. É preciso que todos os integrantes da sociedade, inclusive os que possuem planos de saúde, comecem a encarar o fortalecimento do Sistema Único de Saúde como questão de segurança e soberania nacional. É preciso ter consciência de que não podemos mais tolerar que canalhas sigam destruindo e roubando o SUS. Canalhas destruíram o Sistema Único de Saúde e estamos pagando um alto preço por termos tolerado tanto roubo.

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