O que o marido ou companheiro devem fazer quando a esposa descobre o câncer de mama?

O câncer traz desafios e escolhas que são difíceis de serem feitas. Muitas vezes, não sabemos o que fazer.

BEM ESTAR

André Soares

4/19/2022 2 min read

Lidar com câncer e doenças graves é muito difícil. O paciente está fragilizado e quem os acompanha não sabe muito bem o que dizer ou fazer. Ninguém está preparado para lidar com essas situações. Três mulheres, todas com câncer de mama. As três bem-casadas, com maridos que as amam e que querem ajudar. Um, de tanto querer ajudar, sufocava a esposa. Outro, sem saber o que fazer, parecia frio e a esposa ficava deprimida, com a sensação de abandono. O terceiro, ainda que sem saber o que estava fazendo, conseguiu fazer o que precisava ser feito e dar o suporte que a esposa precisava. Contaremos as três experiências e ficamos na torcida que, de alguma forma, se a sua família está passando por isso, você descubra como agir.

Nos três casos, o câncer foi descoberto tardiamente. Tumores avançados e com metástase. O quadro era grave. Pacientes jovens, que, antes do câncer, tinham vidas que podem ser consideradas felizes. Todo mundo tem problemas, ninguém é feliz o tempo todo. Na maioria do tempo, no entanto, viviam bem.

O marido 1, querendo a ajudar a esposa, passou a tratar como incapaz. Não deixava que ela fizesse nada. Queria tanto ajudar, que atrapalhou. Fez com que a esposa se sentisse uma moribunda.

O marido 2, também triste e preocupado, quis fazer de conta que o câncer não era nada demais. Não falava sobre o assunto. Sofria em silêncio. Acompanhava a esposa nas consultas médicas, mas fingia ignorar a doença e sua gravidade. A esposa se sentiu abandonada, sozinha na luta árdua que travaria. Mas, em vários aspectos, a conduta do marido 2 ainda foi melhor do que a do marido 1. A esposa não se sentiu inválida.

O marido 3, este sim, teve uma postura que foi mais confortável para a esposa. Ele, primeiro, disse que estaria com ela em toda a jornada. Que ela poderia contar com ele. Fez com que ela se sentisse amada e apreciada. Mais do que isso, deu a ela liberdade para pedir ajuda e para dizer quando ele estava atrapalhando. Passou o controle da situação para ela. Perguntava se ela precisava de algo, antes de fazer algo. Quando era preciso tomar iniciativa, comunicava e a envolvia no que ele iria fazer. Não foi sufocante e nem omisso. Foi participativo. Não sei o que você passa. Sei, no entanto, que estas situações são difíceis. O diálogo e o respeito às vontades da paciente sempre serão o caminho mais adequado.

Enfim, desejamos que cada um tenha força e discernimento para encontrar a melhor forma de enfrentar tais situações.