Oportunidade de viver

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Brasil

Precisamos de oportunidades, de chance de sobreviver em meio a uma pandemia que parece não ter fim. Para que tenhamos uma chance é preciso que sejamos atendidos por profissionais competentes, por pessoas qualificadas e que tenha compromisso com a vida.  Além de profissionais de saúde qualificados, precisamos que eles tenham estrutura de trabalho e que as tecnologias terapêuticas estejam à mão.

O Governo odeia as mulheres competentes?

Algumas mulheres já foram cogitadas para dar ao povo brasileiro as oportunidades que tanto precisamos. Falo das médicas Ludimila Hajjar e Luana Araújo. Duas médicas excepcionais, com qualificações técnicas que as colocam entre as melhores do mundo.

As duas, a exemplo de outros profissionais, se colocaram à disposição do Brasil. Estavam dispostas à sacrifícios pessoais para ajudar a salvar a vida da população. Mas, dizer salvar a vida da população parece um tanto quanto genérico. Melhor exemplificar.

História pessoal

Tenho 47 anos. No dia 28 de abril de 2021 foi diagnosticado com COVID. Totalmente assintomático, comecei o isolamento. No dia 7 de maio, quando, em tese, já estava na fase final da infecção, a minha saturação, de repente, despencou, afundou como uma pedra lançada ao mar. Não me lembro dos acontecimento seguintes a quando disseram que eu iria para a UTI. Nas horas seguintes, me disseram, piorei drasticamente e cheguei à beira da morte. Ia ser entubado, mas com chances de sobreviver quase nulas. Perto de morrer, de deixar 3 crianças, uma delas com síndrome de Down, órfãs, a minha família mandou buscar socorro junto aos renomados médicos Ludimila HajjarNoara Ribeiro e Fabrício da Silva. Fez toda a diferença. Salvaram a minha vida. 

A oportunidade de ter médicos acima da média não é acessível a todos. Mas, mais do que o nome dos médicos, o que salva é o acesso ao que a ciência oferece de melhor e de mais moderno. Acontece que, por razões políticas, no Brasil, a ciência e os cientistas estão sendo relegados à segundo plano. Ser cientista é pedir para ser enxovalhado por uma turba de negacionistas e corifeus da estupidez.

O governo afasta as pessoas competentes

Nesse contexto, faz todo sentido que médicas como a Ludimila Hajjar e Luana Araújo não sejam valorizadas pelos gestores do SUS. E acredito que as razões para o preconceito contra a ciência não sejam apenas ideológicos. Médicos como os que mencionei oferecem o que de melhor existe à disposição para salvar vidas. Sou testemunha disso. A minha família já havia sido informada que eu não sobreviveria. Familiares que moram em outra cidade já se preparavam para o meu enterro. A ciência e a boa medicina me salvaram. Outros poderiam ser salvos, mas, ao que parece, o governo brasileiro acha os custos para salvar vidas muito altos. O General Pazuello, que tanto mal causou ao povo brasileiro, quando assumiu o Ministério da Saúde, recusou a compra de vacinas porque elas eram muito caras.

O Governo brasileiro, ao, preconceituosamente, recusar profissionais do nível técnico das  excepcionais médicas Ludimila Hajjar e Luana Araújo, tira de todos a oportunidade de sobreviver. Elas teriam desenvolvido políticas públicas eficientes e que salvariam vidas. Elas sabem como fazer, mas o atual governo, em uma lógica macabra, dá de ombros ao sofrimento da população. O governo prefere dizer: “e daí?”, “não sou coveiro”, “todo mundo vai morrer”, “deixem de ser maricas”. O governo, que se diz honesto, nos rouba as oportunidades e o direito de viver, de criar os nosso filhos e conviver com os que amamos.

O Governo – em uma política que vem sendo implementada à décadas – prefere um SUS fragilizado. Deixa de investir em tecnologias e ciência. A escolha é a de ter um sistema público deteriorado para vender e trocar saúde por favores políticos e corrupção. Obrigam a população a mendigar por assistência.

Em substituição às oportunidades efetivas, o governo oferece a anacrônica e ilusória esperança do tal “tratamento precoce”. Quantos morreram em nome da estúpida política de ilusão promovida pelo nefasto governo? Quantos ainda morrerão? Até quando profissionais sérios, especialmente mulheres, sofrerão preconceitos? A certeza que tenho é que existem vários profissionais sérios e competentes no Brasil, mas que o próprio Estado brasileiro os impedem de trabalhar pela nossa sofrida população, que precisa ter garantida as oportunidades para viver.

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