Descubra como não cometer o "erro de Otelo

Julgamentos apressados podem destruir relacionamentos afetivos e comerciais. Devemos evitar conclusões precipitadas, para não incorrer no mesmo erro de Otelo

André Soares

5/6/2022 1 min read

Na peça Otelo, de Shakespeare, o personagem principal, Otelo, presume que Desdêmona, sua esposa, é adultera. Ao ser questionada, ela nega as acusações, mas deixa transparecer evidente nervosismo. Ela é inocente. Não tinha nenhum affair. O nervosismo de Desdêmona se deve a forma agressiva e paranoica com que Otelo a questionava. Ela estava desestabilizada pela falsa acusação. Otelo, causador do comportamento atípico, vê nos sinais de nervosismo indício de uma culpa inexistente. Julgamentos apressados e que levam a diagnósticos errados acontecem em todos os ambientes sociais. Essa é uma armadilha que você deve se esforçar ao máximo para não cair.

O erro de Otelo não é uma mera obra de ficção. Todos os dias, julgamentos apressados e com base em falsas aparências, conduzem o homem e as mulheres modernos ao mesmo tipo de erro. É comum que captemos certos sinais emocionais de outras pessoas, e presumamos que eles se originam de determinadas fontes, como culpa e medo. Nos apegamos a primeira explicação do que vemos, sem levar em consideração outros elementos importantes.

Para evitar incidir no “erro de Otelo”, todos, especialmente no exercício profissional, precisamos aprender a escutar e a observar. Ligar a comunicação verbal com a comunicação gestual, temperando-a com as regras de experiência. Decifrar a natureza humana não é uma tarefa fácil, mas, com treino e perseverança, podemos nos tornar decodificadores de comportamento.