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GDF: 04 perguntas sobre a liberação parcial do comércio

Ibaneis Rocha
Por Saber
|10 de abril de 2020|

O Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, autorizou a abertura de lojas em diversos segmentos econômicos. As atividades estavam suspensas em razão da pandemia do Covid-19. O Decreto 40.612, publicado em 09 de abril, relaxa as regras de distanciamento social até então vigentes. As lojas e comércios podem ser abertas a partir do dia 10 de abril. A decisão é objeto de controvérsias e deixa, ao menos, 04 perguntas no ar.

O fechamento do comércio teve o objetivo de frear a disseminação do Coronavírus. A alta transmissibilidade da doença traz o risco de que o Sistema Único de Saúde seja incapaz de atender a demanda, caso o número de infectados simultaneamente seja muito alto. A Itália e a Espanha são exemplos de sistemas que colapsaram frente ao alto número de contagiados.

Uma das consequências das restrições impostas às atividades comerciais é a redução da atividade econômica. Várias pessoas perderam os empregos. Inúmeras empresas deixaram de auferir lucro para fazer frente aos compromissos financeiros. As ajudas governamentais são insuficientes.

O caos econômico é uma realidade instalada. Especialistas defendem que sem a paralisação econômica, a economia sofreria ainda mais. Difícil saber quem tem razão. Tudo é muito inédito e recente. Modelos matemáticos são incapazes de considerar todas as variáveis e implicações.

04 perguntas precisam ser respondidas:

  • Quais os estudos técnicos que justificam a decisão?
  • Quais motivos conduziram a liberação das atividades liberadas?
  • Existe alguma projeção de quantas pessoas devem ser expostas à contaminação com a decisão?
  • Com o aumento de circulação das pessoas, por lógica, o número de infectados deve aumentar. O Sistema Único de Saúde está preparado?

As respostas a tais perguntas devem ser fornecidas pelo Governo do Distrito Federal. Espera-se que o Ministério Público formule os questionamentos ao GDF.

Inexistem soluções fáceis e sem potencialidade de causar danos. O Sistema de Saúde, mesmo antes da pandemia, já estava em situação perigosa. O caos tende a agravar. A economia brasileira estava em recuperação, mas longe de estar em uma situação favorável. O retrocesso é incalculável. Os governantes precisam tomar as decisões menos gravosas. Estas dependem de estudos técnicos, envolvendo várias áreas do conhecimento. O achismo trará o caos sanitário e econômico.

Confira o que fica liberado:

  • Setor moveleiro;
  • Setor eletroeletrônico;
  • O Sistema S:
    a) Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai);
    b) Serviço Social do Comércio (Sesc);
    c) Serviço Social da Indústria (Sesi);
    d) Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac);
    e) Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar);
    f) Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop);
    g) Serviço Social de Transporte (Sest);
    h) Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae);
    i) Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat).
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