Psicopedagogia: Como fazer a transição da educação infantil para o ensino fundamental de maneira mais tranquila?

Psicopedagogia: Como fazer a transição da educação infantil para o ensino fundamental de maneira mais tranquila?

7 de julho de 2019 0 Por Saber Melhor

A contratação de apoio psicopedagógico específico e acompanhamento endocrinológico é uma alternativa que deve sempre ser considerada.    

educação infantil consiste na fase escolar que abrange as crianças entre 0 e 5 anos de idade. A estimulação se dá através de atividades lúdicas. Brincadeiras e jogos exercitam as capacidades e potencialidades emocionais, sociais, físicas, motoras, cognitivas e estimulam a criança a explorar, experimentar e descobrir.

educação fundamental é a etapa seguinte, com duração de 09 anos e alcança as crianças entre 06 e 14 anos de idade. Nos primeiros anos do ensino fundamental, os aspectos lúdicos, começam a ser substituídos gradualmente pela introdução de conteúdos mais abstratos, que conduzem a criança ao conhecimento do mundo pessoal, familiar e social.

Na fase final do ensino fundamental, dá-se início aos estudos das matérias que serão a base para a continuidade do ensino médio.

transição, especialmente para crianças com deficiências cognitivas, é um momento que envolve certa complexidade.

A transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental é um período repleto de mudanças para os alunos e para os seus pais. Não raro, as novidades geram empolgação, pois evidenciam crescimento, aprendizado e desenvolvimento. No entanto, há também uma enorme carga de insegurança e ansiedade.

O medo do desconhecido e do novo faz com que as crianças iniciem o Ensino Fundamental temendo atividades avaliativas, bem como o aumento da autonomia em sala de aula e nos intervalos. Os temores, em muitos casos, se estendem aos pais.

Não existe uma fórmula pré-formada para a superação e enfrentamento dessa etapa, pois cada criança e cada família, a enfrentará de uma forma diferente. Há alunos que se adaptam rapidamente, mas existem também os que resistem, choram, rejeitam.

A parceria entre a escola – aluno e família são fundamentais para esse processo. Apesar de fundamental, nem sempre, é suficiente. Em muitos casos é preciso um auxílio extra, que pode ser encontrado nos profissionais de psicopedagogia.

Em geral, as escolas precisam lidar com a realidade de diversos alunos de forma simultânea. Nem sempre, assim, é possível um olhar individualizado. A contratação de apoio psicopedagógico específico é uma alternativa que deve sempre ser considerada.

Um outro aspecto que deve ser levado em conta é que o nosso organismo, diante de situações e emoções, produz reações químicas e psicológicas que podem interferir no processo de adaptação. Em crianças com deficiência esse é um aspecto que deve ser considerado com especial atenção.

A deficiência de certas vitaminas e nutrientes, a presença de metais pesados e eventuais desequilíbrios químicos no organismo podem prejudicar a adaptação. Antes do início da transição da educação infantil para a educação fundamental, uma visita a um especialista em endocrinologia infantilpode mostrar caminhos que tornaram a adaptação mais natural e menos traumática.

Vale, por fim, destacar que, dependendo da situação concreta, os planos de saúde podem ser obrigados a ter que custear com as despesas de psicopedagogia, mas, esse, é assunto para outro texto. 

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