Updated : jul 01, 2019 in Motivacional

Veja como melhorar de vida – Parte 4

O discurso em homenagem à família de José Maria retrata a vida bem-sucedida do casal que assumiu riscos, que fez o improvável, que pensou fora da caixa, porque acreditou que era possível.

“Hoje é com tristeza e alegria que velamos esses nossos irmãos que tanto bem nos fizeram. 
Desde sempre convivi com essa família maravilhosa. Eles também tinham suas inseguranças, como as que muitos hoje mostraram ter diante da possibilidade de realizar o discurso de homenagem. Mas, todas as vezes que alguém, nessa família, dizia não poder, alguém dizia o contrário: VOCÊ PODE!
Quando o mais velho, o Vinícius, começou a aprender andar de bicicleta, ele caiu e ralou o corpo todo. Foi para casa chorando e dizendo que nunca mais iria tentar, que não havia nascido para andar de bicicleta. A Marta, a segunda filha do casal, quando viu o sangue, desmaiou. Disse que não podia ver sangue, que era muito fraca e medrosa.
José e Maria disseram a eles que cair faz parte do processo de aprendizado, que para crescer é preciso assumir riscos e saber que através dos erros e fraquezas é que se cresce. Que tinham que mudar o pensamento, que deveriam desenvolver o pensamento positivo de que o melhor ainda não havia chegado.
Vinícius passou a ouvir e dizer ainda não aprendi a andar de bicicleta. Vou continuar tentando e caindo até aprender. No ano passado participou de uma corrida de bicicletas. Completou a prova em uma pista sinuosa. Aliviava o estresse da advocacia…pedalando.
Busco a origem da minha tristeza e vejo que é porque não mais me beneficiarei de tudo o que eles faziam por mim e por nossa comunidade. Eles sempre buscavam descobrir o que tinham a oferecer, enquanto eu, e a maioria de nós, sempre buscávamos o que tínhamos a receber. Hoje, eles nos oferecem mais essa lição, primeiro, perguntemos: o que tenho a oferecer? Eles ofereciam apoio.
Maria também recebeu doses de estímulos positivos para lidar com o medo de sangue. Tanto repetiu que o sangue era inofensivo e amigo. A força do pensamento positivo criou um mindset. Lembro da Maria dizendo que nos primeiros meses de faculdade ainda se apavorava com medo de ver sangue. Ela achava que seria uma médica medíocre. Uma médica que não pode ver sangue. Sabe o que fizeram, acrescentaram ao bom dia a expressão: você não acordou hoje para ser medíocre.
Os pais e irmãos, quando a viam, diziam, “Bom dia, Maria, você não acordou hoje para ser medíocre”. De tanto ouvir o estímulo, tornou-se a oradora no curso de pós-graduação em hematologia.
O terceiro filho desse casal é o João. Como dizem os mais velhos, esse é da “pá virada”. Quando era pequeno era o mais emburrado e reclamava de tudo. Nada estava bom. Os pais o ensinaram o poder do sorriso. Alguns estudos científicos dizem que mesmo quando tudo está ruim, se você sorrir, o cérebro produz substâncias químicas que dão a sensação de satisfação.
Essa família incentivava o sorriso. O Rex era o cachorrinho do João. Todos devem se lembrar deles passeando na praça central. O Zangado, apelido que o João ganhou na infância, passava de mesa em mesa com o Rex, que fazia cara de pedinte para ganhar um pedaço de carne. A cena sempre proporcionava longas gargalhadas. Uma vez, o Padre Bernardo gargalhou tanto com o João e o Rex que acharam que o pobre coitado ia morrer de tanto rir. Riu tanto, que a dentadura caiu e a cidade inteira teve que segurar a gargalhada. Foi hilário.
Quando o Rex morreu, de uma forma trágica, engasgado com um pedaço de osso, o João, claro, sofreu muito, mas preferiu ficar com o sorriso no rosto e cultivar as gargalhadas e sorrisos dos momentos bons. Dava tanta importância ao sorriso, que se tornou o melhor dentista da região.
Carmem era a mais insegura de todos. Era a mais brilhante também. Sempre teve as melhores notas, sempre foi a primeira aluna. Comportada e responsável. Como quase todas as pessoas muito inteligentes, duvidava da própria capacidade. Desde sempre os pais a incentivavam a elevar a autoestima.
Quando ela foi admitida, em primeiro lugar, na faculdade de medicina teve uma crise de choro. Dizia que não merecia, que havia sido sorte e que era uma impostora. Apesar de todo esforço, de toda dedicação, ela não se considerava merecedora de tudo o que estava conquistando e de todo o reconhecimento que lhe era dado.
JoãoMaria tiveram bastante trabalho para convencê-la de que tudo o que estava conquistando era fruto do esforço, das horas de estudo e dedicação. Repetiam isso todos os dias.
Com a Letícia, a mais nova, as coisas foram mais fáceis. Toda a família já vivia em um ambiente positivo, de otimismo. A doce menina estava pronta para assumir riscos, porque ela tinha a confiança de quem sabe que é amada.
João Maria, pessoas incríveis, nos ensinaram a viver. Ensinaram aos filhos que a estagnação é um mal a ser evitado. Ensinaram que as conquistas começam em nossa mente, em nosso íntimo.
Eu não sei falar em público, tenho medo, mas, com a lição dessa família, aqui estou, enfrentando o medo para honrar os ensinamentos que eles nos deixaram. Assumir riscos, promover transformações, começa em nosso mindset”.

Descoberta a sua paixão, há de se assumir uma postura positiva e de otimismo. O poder de acreditar é impressionante e essencial para quem se dispõe a mudar qualquer aspecto da sua vida.

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