Updated : jul 01, 2019 in Motivacional

Veja como melhorar de vida – Parte 5

É preciso que se assuma riscos para progredir. Sair da zona de conforto, como se diz hoje em dia, ou arregaçar as mangas e batalhar, como diziam os mais antigos. Mas isso não significa que você deva pular de cabeça de um penhasco. Todo novo empreendimento traz altos e baixos. Análises complexas precisam ser feitas. Quedas são previsíveis. É preciso estômago e resiliência para falhar, para cair. Há de se aprender a cair para frente, nunca para trás.

O sucesso é feito de treino, esforço, repetição. O esportista Michael Jordan é um dos maiores nomes do basquete mundial. Em 1998, faltando 05 segundos para o final do jogo contra o Utah Jazz, em uma jogada espetacular, Jordan fez a cesta mais importante de sua carreira. Veja sobre isso AQUI. Uma vez, perguntando como chegou na cesta que é considerada a mais importante de sua carreira, respondeu que com muita persistência, treino, falhas e persistência. A jogada sensacional, antes, foi tentada de várias maneiras. Foi aperfeiçoada. Um dia, depois de muito esforço, literalmente, Magic Jordan alçou voo.

Para se atingir o sucesso é preciso que se promova o que vamos chamar de fábula da lebre e da tartaruga

Rodolfo estudou bastante e era bastante trabalhador. Aos 18 anos tinha um bom emprego em uma loja, como vendedor. Tinha um salário considerável. Ganhava cerca de 05 salários mínimos. Largou tudo e montou um negócio próprio. Trabalhador, logo passou a ganhar o equivalente a 10 salários mínimos, trocou de carro, começou a usar roupas melhores, a comprar perfumes de grife e frequentar restaurantes badalados. Em um investimento ousado, abriu duas lojas de uma só vez. Passou a ganhar 15 salários mínimos. Arrojado, pensava em algo e no dia seguinte já implementava a ideia. Tudo dava certo. Passou a ganhar 40 salários mínimos, comprou uma camionete do ano, passou a usar ternos caros, frequentar restaurantes de luxo e viver uma vida de magnata. O sucesso era pleno, o céu era apenas uma etapa do sucesso. Bastava imaginar, arriscar e vencer.

Um dia, para a surpresa geral, bateu à porta do escritório de Rodolfo, um homem grisalho, com cerca de 45 anos, trajando calça jeans, camisa de mangas, com alguns papeis na mão. Bem discreto, mostrou alguns documentos para a atendente e foi levado à sala. Bastante constrangido, cabeça baixa, Rodolfo e aquele homem, que depois soube-se era um oficial de justiça, foram até a camionete do ano. Era um mandado de busca e apreensão do veículo. O crescimento financeiro de Rodolfo não foi acompanhado de prudência financeira. Os gastos eram maiores do que os rendimentos. O sucesso financeiro não foi acompanhado de planejamento. Tudo não passava de uma bolha. Rodolfo estava falido.

A parábola do coelho e da tartaruga é conhecida da maioria das pessoas. Os dois animais, apesar da diferença de velocidade entre eles, disputam uma corrida. O favoritismo da lebre é absoluto. A tartaruga vence a corrida.

Arriscar envolve o desenvolvimento de novos modelos de atuação. É preciso quebrar paradigmas. Um casamento destruído pelo alcoolismo de um dos cônjuges somente será reconstruído se o alcoólatra deixar a bebida. É preciso romper o paradigma. Muitas vezes é preciso internação e o alcoólatra nunca pode se dizer curado. A reconstrução das relações minadas pela bebida é lenta e gradual.

O cônjuge alcoólatra, para se livrar do vício, precisa perceber o mal que a bebida faz. Terá que tomar consciência das brigas, dos efeitos que a cachaça produz nos filhos. A vergonha que as pessoas que o amam sentem ao vê-lo cambaleando pelas ruas, urinando nas próprias roupas, servindo de chacota para os outros. Todo o sofrimento causado pela dependência ao álcool precisa ser percebido por quem o causa e a própria pessoa precisa tomar a firme decisão de que quer ser curada.

Quem vai assumir qualquer espécie de risco deve fazer o mesmo. Deve tomar uma decisão rápida. Deve tomar o firme propósito de mudar.

O alcóolatra, ao tomar a decisão de buscar a cura, de largar a humilhação e a degradação, na maioria das vezes, vai precisar de ajuda profissional. Os psicólogos irão explicar que o processo é lento, que recaídas podem acontecer. Cada dia deve ser vivido individualmente. Objetivos de curto, médio e longo prazo devem ser estabelecidos. A alegria de poder dizer, em reuniões dos Alcóolicos Anônimos, que há 10 dias não bebe, que há 100 dias não ingere uma gota de álcool e assim em diante deve ser celebrada e festejada.

Quem vai assumir riscos para implementar melhoras pessoais deve ter a mesma disposição e adotar a mesma estratégia. Teste as mudanças em pequena escala, para que os riscos sejam calculados e não produzam desastres.

Dar passos maiores do que as próprias pernas não é assumir riscos, é ser irresponsável.

Para mudar, descubra algo pelo qual é apaixonado, forme uma mentalidade vencedora, decida que quer mudar e promova as mudanças com planejamento e segurança. Devagar se vai ao longe, diz a sabedoria centenária dos nossos avôs.

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